Diagnóstico tardio de autismo em adultos: causas e consequências
Crescente número de adultos recebe diagnóstico de autismo tardiamente. Pesquisadores apontam maior conscientização, melhorias nos critérios diagnósticos e reconhecimento do fenótipo feminino como fatores relevantes.
Resumo em 30 segundos
O número de adultos recebendo diagnóstico de autismo tem aumentado nos últimos anos.
Maior conhecimento público, melhorias nos critérios diagnósticos e reconhecimento do fenótipo feminino contribuem para isso.
Estratégias compensatórias desenvolvidas ao longo da vida podem mascarar características do espectro e dificultar o diagnóstico.
Novas linhas de pesquisa investigam saúde mental, relações sociais e qualidade de vida de autistas adultos.
Nos últimos anos, tem aumentado o número de adultos que recebem diagnóstico de autismo. Pesquisadores sugerem que esse fenômeno pode estar relacionado a diversos fatores, incluindo maior conhecimento público sobre o autismo, melhorias nos critérios diagnósticos e reconhecimento do chamado fenótipo feminino do autismo.
Revisões científicas indicam que algumas pessoas podem desenvolver estratégias compensatórias ao longo da vida, o que pode mascarar características do espectro e dificultar o reconhecimento clínico.
Esses achados têm impulsionado novas linhas de pesquisa sobre autismo na vida adulta, incluindo estudos sobre saúde mental, relações sociais e qualidade de vida.
Referências Científicas
- Lai MC, Kassee C, Besney R, Bonato S, Hull L, Mandy W, Szatmari P, Ameis SH (2019). Prevalence of co-occurring mental health diagnoses in the autism population: a systematic review and meta-analysis. The Lancet Psychiatry, 6(10):819-829.
- Hull L, Petrides KV, Mandy W (2020). The Female Autism Phenotype and Camouflaging: a Narrative Review. Review Journal of Autism and Developmental Disorders, 7:306-317.
- Lai MC, Lombardo MV, Auyeung B, Chakrabarti B, Baron-Cohen S (2015). Sex/gender differences and autism: setting the scene for future research. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, 54(1):11-24.